Por Josemary Morastoni

Como já sabemos a gestão escolar é um dos principais fatores de sucesso nos processos educacionais, sejam eles em instituições de Educação Básica ou do Ensino Superior, já que é a grande responsável por estimular um ensino de qualidade, melhorar o desenvolvimento dos alunos, envolver a comunidade como um todo e fortalecer a relação entre a comunidade interna e externa, para preparar seus alunos para enfrenar os desafios de uma sociedade cada vez mais competitiva e globalizada.

Compondo o leque dos desafios da gestão, está a comunicação, conhecida por ser um processo difícil de implementar dentro de uma organização. Porém, é um elemento fundamental para o bom desempenho dos alunos, para o relacionamento da escola com a família e com a comunidade como um todo. Por isso, o gestor precisa aprender a se comunicar de maneira assertiva, não apenas com alunos, mas com todos que fazem parte da rotina educacional, para que os processos aconteçam com fluidez, porém, estabelecer esta comunicação de forma eficaz, expor seus projetos, buscar compreender suas demandas e criar mecanismos para que isto aconteça, não é tarefa fácil.   

É preciso identificar o contexto de cada ambiente, que tem sua rotina e é extremamente ágil, com muitas pessoas e processos envolvidos, logo, a comunicação precisa ser ágil da mesma forma para acompanhar estes fluxos.

Uma queixa recorrente apontada em pesquisas, conversas com a equipe de professores, funcionário e pais, é justamente esta, a falha na comunicação em situações e projetos, que ocorrem, e não são devidamente divulgados, os propósitos não são adequadamente esclarecidos, o que implica no baixo envolvimento dos atores envolvidos.

Neste caso, um dos papeis do gestor e sua equipe, é gerenciar os fluxos da comunicação, tanto dentro da instituição, quanto fora dela, e garantir que o os atores internos e externos, tenham conhecimento do seu papel e de tudo o que ocorre lá dentro. Para isto, a transmissão dessa informação precisa acontecer da forma mais clara possível, com foco na linguagem e nos veículos em que ela se dá, trabalhando em função da sua realidade.

Reconheça seu ambiente

Para gestores que trabalham com a Educação Infantil e fundamental I, onde existe uma relação mais próxima com os pais, que estão rotineiramente buscando seus filhos, que tem o hábito do uso da agenda, essa comunicação pode ser mais direta e próxima, inclusive é facilitada em virtude desse contato.

Para quem trabalha com turmas do fundamental II e Ensino Médio, as estratégias precisam ser diferentes, uma vez que a proximidade com os pais é menor. Neste caso, o uso dos meios tecnológicos como blog, WhatsApp, e-mail são as ferramentas mais adequadas, enquanto as Instituições de Ensino Superior demandam de outras estratégias.

Vale lembrar que o propósito não é atingir apenas os pais, e sim a comunidade externa de uma forma geral, as empresas, clubes, e até o próprio poder público, para divulgar as ações e o trabalho que é realizado internamente, fortalecer e angariar novas parcerias para projetos que beneficiem a escola. E, que o gestor deve assumir o papel de condução do processo, contando com o apoio e a operacionalização da sua equipe.

Este texto foi originalmente publicado pelo jornal Gazeta do Povo, disponível pelo link:
https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/educacao-e-midia/comunicacao-na-gestao-escolar-uma-perspectiva-pratica/

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